terça-feira, 13 de abril de 2010

Exportações baianas ultrapassam US$ 731 milhões e batem recorde

Mesmo com o dólar desfavorável, as exportações baianas atingiram, em março, seu maior valor histórico, US$ 731,8 milhões. Em relação ao mesmo mês de 2009, quando a crise financeira internacional praticamente estancava o comércio mundial, o aumento foi de 54,1%. O resultado obtido no mês passado é superior em 39,4% ao volume registrado em fevereiro, segundo informações da balança comercial que passam a integrar os trabalhos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, com a extinção do antigo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo).

“Considero que foi bastante oportuna a incorporação por parte da SEI do setor de inteligência do antigo Promo, pois está possibilitando a continuidade dessas importantes análises sobre o comércio exterior baiano, gerando subsídios não somente para a ação do governo, mas também para os agentes econômicos”, diz o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.

“Quanto aos resultados obtidos em março, fica evidenciado o forte ritmo e intensidade da recuperação da economia baiana, que deverá apontar para um excelente resultado do primeiro trimestre de 2010”, avalia.


O volume de exportações registrado em março mostra que a Bahia está recuperando alguns mercados, onde a participação havia sido reduzida por conta da crise. O estado conseguiu ampliar suas exportações, principalmente, para a América Latina em 90%, Ásia, 57% e Estados Unidos em 74%.

As vendas para a China continuam em ascensão, tendo aumentado 89% no período. A recuperação mundial dos preços de produtos básicos está ajudando o estado a recompor parte da queda da exportação de manufaturas devido à crise. Com a melhora das cotações de commodities como petróleo, cobre e carne, países vizinhos retomam encomendas.

O desempenho no mês passado foi marcado pela recuperação das vendas principalmente de papel e celulose, automóveis, petroquímicos e derivados de petróleo. Esses setores tiveram expansão de 112,5% sobre o período anterior. Além disso, houve aumento expressivo nos preços de itens importantes da pauta de exportações, como petróleo, celulose e cobre.




A reação do comércio mundial sustenta os preços das matérias-primas, que representam mais de dois terços das exportações baianas. Somente o óleo combustível, cujo preço praticamente dobrou, representou 16,3% do total das vendas no mês.

As importações também estão crescendo em ritmo acelerado, pelo aumento da demanda interna, pela necessidade do setor industrial em adquirir matérias-primas para aumentar a produção e ainda pelo real valorizado. Em março, alcançaram também recorde de US$ 595,2 milhões, 50,3% acima do volume de março de 2009.

Com esses resultados, as exportações baianas atingem US$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre, 56,8% superior ao de igual período de 2009. Mas as importações também foram fortes, somando US$ 1,6 bilhão (+87,2%), evidenciando a recuperação da produção industrial do estado e o aquecimento da demanda interna. O superávit comercial da Bahia no trimestre foi de US$ 506 milhões, 4,5% acima de igual período do ano passado.

AGECOM

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