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domingo, 27 de março de 2011

O SENHOR DA GUERRA GOSTA DE CRIANÇAS

Por Malu Fontes

Mais por dor de cotovelo, causada pelos elogios feitos pelo presidente dos Estados Unidos ao Brasil após oito anos de gestão de Lula, e menos por acreditar que palavras nesse tipo de visita a um país amiguinho devem mesmo ser mais assertivas do que foram, a oposição ao Governo Lula/Dilma bem que tentou desqualificar a passagem de Barack Obama pelo Brasil. Alguns veículos de imprensa de plumagem alinhada ao tucanato, ainda inconformados com a derrota nas urnas e agora assistindo o esfacelamento da oposição com a criação de um novo partido de apoio a Dilma, o PSD, chegaram a escrever em suas páginas que a vinda de Obama não passou de uma visita familiar de lazer no fim de semana com direito a filhas, mulher, sogra, comadre e que tais.

É verdade que a desqualificação da visita e das falas de Obama em seus discursos oficiais no Brasil foi um fenômeno muito mais explorado nos grandes veículos de imprensa escrita. A televisão brasileira e seu telejornalismo, sobretudo a TV aberta, não é boba nem nada nem tem tempo a perder quando há diante das lentes um espetáculo e tanto, ou seja, a visita do presidente da nação mais rica e poderosa do mundo e todos os salamaleques que o rodeiam, ainda por cima tratando-se de Barack Obama, cujo carisma e potencial midiático vão além do poderio dos Estados Unidos. A TV tratou-o como um rei entre súditos e deu-lhe todo o espaço possível e mais algum.

PANDEIRO - Quanto à imprensa do mundo e sua respectiva televisão, não se pode dizer o mesmo. O fato de Obama ter passado um fim de semana no Brasil com family e sogra, o fato de Michelle ter trocado de roupa trocentas vezes, para delírio das editoras de moda, pouco importou aos olhos dos veículos de imprensa mais importantes do mundo. A passagem de Obama pelo Brasil entrou mesmo para a história das relações políticas internacionais porque foi daqui, entre a apresentação de um grupo de capoeira ali, um pandeiro tocado para Michelle e filhas acolá e uma embaixadinha de mentira com os meninos da Cidade de Deus que Obama, um Prêmio Nobel da Paz, um homem culto que adora crianças, autorizou seu país a mergulhar na terceira guerra da qual participa simultaneamente, desta vez contra a Líbia.

Por linhas tortas, todos os cenários do mundo e das sociedades escancaram aos otimistas e aos puros que nunca fez sentido acreditar no maniqueísmo de um mundo moral bipolar dividido entre os muito bons e os muito maus. Veja-se que o presidente mais boa praça e mais família dos Estados Unidos até aqui, e diga-se, de novo, pela importância do título, um Nobel da Paz, o carismático e bem formado primeiro afro-descendente a ocupar o cargo mais poderoso do mundo, o mesmo que fez as criancinhas brasileiras chorarem de emoção só por terem sido tocadas por ele no Palácio do Planalto, é o mesmo que, num telefonema protocolar autoriza porta-aviões entupidos de mísseis a cuspir fogo contra as tropas aliadas do caricato Muamar Kadaffi. Contra elas e somente contra elas, as tropas de Kadaffi, e sempre em nome da proteção do povo líbio. De novo, um presidente dos Estados Unidos incorporando a figura do chefe da polícia do mundo.

BUNGA-BUNGA - Só mesmo quem acredita no maniqueísmo de um mundo dividido entre bons e maus consegue crer na precisão cirúrgica de máquinas de guerra que disparam a dezenas de quilômetros de distância de seus alvos e juram por Deus, Alah e os anjos que nenhum alvo civil, nenhuma criança ou mulher serão atingidos, só inimigos maus. Ah, tá. Do Brasil, Obama autorizou o ataque à Líbia, com 110 mísseis lançados de navios e submarinos situados nas águas do mar mediterrâneo. Sílvio Berlusconi, o presidente da Itália, se tivesse juízo, já teria fugido de suas festas bunga-bunga e estaria escondido embaixo de uma cama blindada, pois, dos países aliados contra Kadaffi, a Itália é o que corre mais riscos reais, por estar pertinho da Líbia. Além disso, grande parte das armas que o ditador líbio acumulou nesses anos todos foi vendida pela própria Itália.

ESGOTO - Na TV local, a nota dissonante perante o discurso ecológico e politicamente correto da proteção ao meio ambiente que vigora em tudo, e com uma capacidade e tanto para estragar até mesmo os irretocáveis filmes publicitários da Bahiatursa, foi uma matéria veiculada pela TV Bahia (Globo), feita pela jornalista Georgina Maynart, com cenas capazes de assombrar até mesmo os mais brutos.

No Dia Internacional da Água, Salvador deu de presente aos telespectadores uma imagem medonha: uma cachoeira de esgoto, literal e caudalosa, gerada por toda a sorte de abandono dos poderes públicos em relação ao Parque São Bartolomeu e à Bacia do Cobre, situada entre diversos bairros da periferia da cidade. Como se não bastasse a ocupação irregular dos arredores da Bacia e a poluição de todo o seu manancial, uma obra pública de saneamento no bairro de Ilha Amarela canaliza o esgotamento sanitário do local para escorrer justo para a... Bacia do Cobre. A obra conduziu o esgoto para o curso natural da água e encorpou a cachoeira de esgoto fétido. De presente de aniversário, Salvador agradeceria a iniciativa de algum poderoso de plantão que devolvesse vida e limpeza às águas do manancial do Cobre e do Parque.

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 27 de março de 2011, no jornal A Tarde, Salvador/BA. maluzes@gmail.com

quinta-feira, 24 de março de 2011

Manifestação pela Estadualização do Hospital de Base

O Movimento Pela Estadualização do Hospital de Base realizou manifestação, hoje quinta-feira (24), às 10 horas da manhã, na Praça Adami, Centro de Itabuna, quando foi lançado um adesivo para carro, alusivo ao Movimento.
Foram distribuídos em apenas uma hora, duzentos adesivos, o que indica uma boa aceitação, quem quiser adquirir ou reproduzir a peça publicitária deve procurar o Sindicato dos Bancários de Itabuna.

Participaram do evento, representantes das centrais CTB e CUT, dos sindicatos: Bancários, Comerciários, Têxteis e Calçadistas, Agentes Comunitários, Servidores Municipais, Construção Civil e Saúde.

Os oradores reafirmaram a necessidade da estadualização do hospital, uma vez que o município não tem demonstrado condição financeira e administrativa para gerir um hospital que presta serviços aos usuários do SUS de Itabuna e mais 121 municípios pactuados.

Um dos coordenadores do Movimento e presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna, Jorge Barbosa, declarou que o Movimento prosseguirá com novas atividades e conclamou aos demais segmentos organizados do Sul da Bahia a se engajarem nesta luta que é acima de tudo em respeito à vida. Jorge também se manifestou solidário ao bispo diocesano Dom Ceslau, que em pronunciamento no dia de São José, constatou a realidade: “a saúde de Itabuna está na UTI”.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da água


Por Luis Sena


O mundo todo, celebra o dia 22 de março, como dia Mundial da Agua. Data inclusa no calendário da ONU, definida para o chamamento e a conscientização da importância da água, como bem natural, sua preservarção e impactos devido a poluição . O objetivo do Dia Mundial da Água 2011 é chamar a atenção do mundo para o impacto do rápido crescimento urbano, industrialização e as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas, os conflitos e as catástrofes naturais em sistemas ..

Aproveito a data para chamar atenção dos moradores da nossa cidade, para os graves problemas com relação ao nosso Rio Cachoeira,que necessita de um urgente plano de recuperação de sua bacia. Ao mesmo tempo, conclamo a todos a estarem atentos a uma possível manobra, novamente orquestrada por “ Historicos entreguistas”, que continuam articulando a venda da EMASA, impondo a nossa empresa municipal , gestões descomprometidas, sucateamento etc.
De forma prática e também como já surtiu efeito em outras vezes, proponho a reativação do COMITE EM DEFESA DA EMASA – Privatizar a água é crime !

“ Agua é Vida ! “ Luis Sena – Professor/ ex-vereador na cidade de itabuna
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segunda-feira, 21 de março de 2011

SOMOS QUASE OS MESMOS E VIVEMOS COMO OS ANCESTRAIS

Por Malu Fontes


As notícias que chegam diariamente via televisão, jornais e internet sobre o admirável mundo novo da ciência e da tecnologia embalam o sonho de que a civilização, sobretudo a que habita os países mais ricos do mundo, estão prestes a habitar uma civilização que controlará a natureza graças aos mecanismos sofisticados de uma revolução científica sem precedentes que são anunciados todos os dias. No entanto, o poder da ciência é tão real quanto mítico e basta um dar de ombros da natureza, através de uma placa tectônica que sustenta uma das nações mais ricas e tecnológicas do mundo, o Japão, para ver o mundo civilizado comportando-se com o mesmo terror que deve ter sido experimentado pelos ancestrais diante dos dilúvios bíblicos creditados à ira divina.   

O Japão, a nação que até um par de dias atrás era a segunda mais rica do mundo e acabou de descer um degrau, empurrada pela China, assombra o mundo há uma semana com uma catástrofe de consequências jamais vistas e cuja fórmula tem como ingredientes básicos os quatro elementos essenciais da natureza: água, terra, fogo e ar. O país amanheceu rico, orgulhoso de ser não apenas a terceira economia do mundo, mas o de ser o grande exportador de tecnologia de ponta, super bem sucedido no uso da energia nuclear, com quase 60 usinas nucleares em funcionamento, além de ser o mais bem preparado do mundo para lidar com terremotos. O Japão que anoiteceu foi um outro país, com parte de seu território destroçado, com vastas regiões devastadas, cidades transformadas  em ondas gigantescas de lama e entulho formadas por casas destruídas flutuantes, carros, barcos, pontes, árvores.     
  
PASTORES - As dimensões e as consequências do terremoto-maremoto-tsunami no Japão, seguidos de grandes incêndios, vazamento de radiação, desabastecimento, fome, neve, regiões isoladas fizeram com que, pela primeira vez, a palavra apocalipse fosse pronunciada e reproduzida na televisão por grandes líderes da economia européia e não por pastores desses que vendem um lote no céu aos desesperados que buscam na fé os últimos estertores para continuarem vivendo. Tóquio, que no instante seguinte à tragédia apenas assistia a tudo chocada, por estar a cerca de 300 quilômetros dos pontos mais atingidos, ao quarto dia parecia uma cidade fantasma que em pouco ou nada lembrava a agitação humana permeada por incessantes neons dos anúncios luminosos.
  
Na cobertura feita pela imprensa brasileira, o aspecto que mais chamava a atenção dos jornalistas, o nível de calma e tranquilidade do povo japonês diante da calamidade, foi, ao longo da semana, se transformando em assombro, tamanha era a calma, descrita por diferentes jornalistas, do povo perante a lentidão do governo em adotar providências mais imediatas quanto a abastecimento de comida e evacuação. Enquanto os japoneses se calavam, o mundo gritava que a situação era grave e assustadora pelos riscos de contaminação nuclear. Os estrangeiros fugiam para os aeroportos mais próximos, onde aviões dos países ricos esperavam seus cidadãos para resgatá-los de riscos. Jatos que voavam de Londres para Tóquio com 300 passageiros, passaram a semana voando com menos de 20 pessoas e retornando lotados de gente que se cria embarcando numa arca de Noé contemporânea. O governo japonês pedindo a todos que ficassem calmos, que não havia motivos para alarme, responsabilizando os estrangeiros por espalhar sentimento de pânico. Os japoneses quietos, com fome, frio, sem luz, imobilizados, esperando as próximas orientações, literalmente, do imperador. Parte da imprensa ocidental atribui esse comportamento da população ao controle e à sonegação das informações reais da gravidade dos riscos por parte do governo japonês. Há quem diga, no entanto, que o auto-controle japonês é exatamente o traço que lhe permitiu historicamente reagir tão bem às tragédias das quais já foi vítima.
  
LOBÃO - Como, para o jornalismo, a tragédia em si, onde quer que ela aconteça, não é mais importante do que suas consequências para o país dos veículos que escrevem sobre ela, no Brasil as duas notas dissonantes da comoção causada pela tragédia japonesa vieram pela boca de dois ministros de Estado. O primeiro foi o do Trabalho, Carlos Lupi, que, quando questionado sobre o impacto da catástrofe japonesa na economia brasileira não titubeou: a médio prazo o Brasil sai ganhando, pois o Japão vai precisar ser reconstruído e temos muito a exportar para os japoneses. O segundo foi Edison Lobão, o ministro das Minas e Energias, questionado sobre os riscos da ainda incipiente produção de energia nuclear no Brasil, garantiu que aqui jamais aconteceria um risco de radiação semelhante ao que assusta o Japão. Não, Lobão não usou como argumento de sua tese o fato de o Brasil ser um país sem risco de abalos sísmicos. Foi claro e contundente: as usinas nucleares brasileiras são muito mais seguras do que as do Japão. E quem há de negar?  

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 20 de março de 2011, no jornal A Tarde, Salvador/BA. maluzes@gmail.com

Bahia amplia as alternativas para geração de energia com termelétrica verde

A busca incessante do mundo inteiro, incluindo o Brasil e a Bahia, pela diversificação das matrizes energéticas é um dos assuntos de destaque do programa de rádio do governador Jaques Wagner desta terça-feira (22), que anuncia a inauguração, nesta quarta (23), da usina Termoverde Salvador, localizada dentro do Aterro Sanitário Metropolitano, na CIA/Aeroporto. A empresa vai usar o gás gerado pelo lixo no local para produzir energia elétrica, levando benefício a 300 mil pessoas sem causar danos ao meio ambiente.

Wagner fala ainda do encontro que teve com empresários norte-americanos durante a recente visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao País, confiando que os contatos vão gerar novas parcerias e consequentemente mais investimentos para o estado. Segundo o governador, o chefe do governo norte-americano manifestou o desejo de voltar ao Brasil e, desta vez, visitar também a Bahia.

Uma das empresas com a qual Wagner manteve contato, em Brasília, fornece produtos e insumos para a refinaria e estaleiros. O estado baiano está a caminho de implantar o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, no município de Maragogipe, às margens do Rio Paraguaçu. A licença inclusive já foi concedida pelo Ibama, o que representa um importante passo para a consolidação da indústria naval da Bahia por permitir a reinserção do estado na construção de plataformas de petróleo.

Wagner relaciona as empresas americanas que estão investindo no estado, a exemplo da Ford e da Monsanto, e da parceria que o governo pretender fazer com a IBM. Na semana passada um encontro foi realizado com a empresa para discutir segurança pública. Na segunda semana de abril, o governador viaja para a China, na comitiva que acompanhará a presidente Dilma Rousseff para buscar novos investimentos.

 “Nesse mundo globalizado é muito importante que o governador vá circular pelo mundo, mostrar as qualidades do nosso Estado como eu vou fazer ao lado da presidenta Dilma Rousseff para assinar convênios, acordos de cooperação de comércio bilateral. É desse jeito que a gente faz com que novos investimentos cheguem e possam gerar os empregos que são a necessidade básica de cada baiano”.

Energia nuclear – O governador dedica boa parte do programa à questão das matrizes energéticas, enfatizando que o Brasil é reconhecido como um dos países com as fontes geradoras de energia mais limpa, mais verde do mundo. “Hoje geramos energia a partir do álcool, do gás natural. Temos duas usinas nucleares em Angra dos Reis e há uma pretensão do governo brasileiro de construir outra”.

Sobre a terceira usinar nuclear, o governador diz que é um assunto a ser discutido, mas acentuou que Bahia tem potencial para abrigá-la por possuir a maior mina de urânio do País, em Caetité (Lagoa Real).

Ao final da Conversa com o Governador, Wagner presta homenagem ao Dia da Água, afirmando que o Estado continua trabalhando “primeiro, para dar acesso à água de qualidade ao nosso povo, com o programa Água Para Todos, e depois, sempre mantendo a preocupação com a questão ambiental, de tal forma que nossos mananciais possam ser preservados e a gente possa garantir realmente um futuro para as próximas gerações, com um planeta sustentável”.

Agecom

domingo, 20 de março de 2011

JORNAL A REGIÃO, (TALVEZ) SÓ NA INTERNET

Quem anuncia é o pRóprio Marcel Leal na coluna que assina, semanalmente, n´A Região: o principal veículo impresso do sul da Bahia pode seguir o exemplo do Jornal do Brasil e ficar só online. “Depois de quase 24 anos, é provável que neste ano a gente encerre de vez a edição impressa e fique só com a online”.

O empresário e jornalista disse que está difícil “manter os custos de um impresso em região onde empresários não valorizam independência”. É uma pena e , daqui, fica a torcida para que o cenário mude.

Pela redação do jornal itabunense passaram nomes como Daniel Thame, Luiz Conceição, Walmir Rosário, Maurício Maron, Rose Marie Galvão, Domingos Matos, Vera Rabelo e Ailton Silva, revelado pela publicação e ainda um dos editores do semanário.

As dificuldades financeiras do jornal vêm desde a segunda metade dos anos 90, quando sofreu perseguição econômica dos governos do estado e municipal (ACM, Paulo Souto e César Borges, no plano estadual, e Fernando Gomes, no municipal).

A Região é considerado símbolo de destemor e responsável por desvendar a fraude que mudou a história dos vestibulares da Uesc ao revelar que a quebra de sigilo das provas de 1995. De lá para cá, a universidade terceirizou o processo de formulação e aplicação do vestibular, mas há 16 anos é sempre realizado pela Consultec.


Do Pimenta na Muqueca

sábado, 19 de março de 2011

Começa a tramitar PEC que muda prazo de exame de MPs


Lida em plenário na última sexta-feira (18), a proposta de emenda à Constituição para mudar a forma de tramitação das medidas provisórias começa agora a tramitar. Na presidência da sessão plenária, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) informou que enviará a matéria ao exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A PEC recebeu o número 11/11.

A chegada de medidas provisórias ao Senado com prazo de tramitação praticamente esgotado, inviabilizando a possibilidade de aperfeiçoamento do texto e até de discussão, tem gerado manifestação de insatisfação por parte de diversos senadores, desde o início desta legislatura. O primeiro deles foi Walter Pinheiro (PT-BA), na sessão plenária de 1º de março, quando questionou a forma como os projetos chegam ao Senado em regime de urgência.

Na ocasião, o petista disse para o presidente José Sarney:
- Vossa excelência está se tornando um carimbador de medidas provisórias.
Em resposta, Sarney concordou.

A Constituição hoje fixa o prazo máximo de 120 dias para uma medida provisória ser convertida em lei, mas muitas vezes a Câmara consome 119 dias para deliberar sobre elas, restando ao Senado apenas 24 horas para fazer seu exame.

A proposta da PEC 11/11 altera o artigo 62 da Constituição para determinar que as MPs terão sua votação iniciada na Câmara, que terá 55 dias para concluir sua deliberação. Encerrado esse prazo, a MP será remetida, no estado em que se encontra, ao Senado, que também terá 55 dias para votá-la. Havendo emendas no Senado, a MP retornará à Câmara.

E mais: se a Câmara não tiver se pronunciado nos 55 dias que lhe cabiam inicialmente, deverá se manifestar logo após a votação do Senado, sempre observando o prazo de vigência da medida provisória.

A proposta enviada pelo presidente da casa, José Sarney, estabelece ainda que, se Câmara e Senado, cada qual sucessivamente, após 45 dias não avaliarem a matéria, ela entrará em regime de urgência, impedindo todas as demais votações. A mesma proposta acaba com as comissões mistas hoje instaladas para examinar as MPs, destinando seu exame a comissões formadas em cada Casa do Parlamento.

(Com informações da Agência Senado)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pagamento do IPVA gera pressão nos caixas do Banco do Brasil

Após a concentração do IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, no Banco do Brasil, os caixas da instituição estão vivendo um verdadeiro clima de pavor em decorrência do grande número de recebimentos.
A partir de 2011, só o BB receberá o imposto, com isso as agências do banco ficam superlotadas de pessoas que querem executar o serviço.
O Sindicato já levou ao conhecimento da administração essa preocupação e aguarda uma solução urgente. Que tal a colocação de caixas exclusivos para a execução do serviço?

Quadro de funcionários – O Banco do Brasil precisa agilizar o quanto antes, o cumprimento do calendário de contratação dos novos concursados. No dia de ontem, por exemplo, foi notória a falta de pessoal no atendimento ao público, funcionários que faziam esse serviço foram deslocados para a venda de Telemarketing. A insatisfação dos clientes e usuários era geral.

quinta-feira, 17 de março de 2011

DEPUTADO AUGUSTO "PARAGUAÇU" CASTRO

O Deputado sem noção Augusto Castro colocou a dupla tico e teco (seus neurônios) para trabalhar e encontrou a solução "ideal" para o conflito mortal que envolve os municípios de Itabuna e Ilhéus, quanto a marcação da divisa entre os dois municípios, justamente no ponto onde estão construidos os dois mercadões atacarejos da Makro e Atacadão.
Na opinião do deputado Odorico, ops, Augusto, os empreendimentos devem continuar em território ilheense que conta cerca de 24 Km da sede, "porénsmente", Itabuna que fica a cerca de 30 metros dos atacarejos, deve, por justiça, abocanhar os impostos. Ponto!
Os prefeitos vão municiar seus respectivos "Zecas Diabos" (Carlos Burgos e Carlos Freitas) para matar o deputado. www.marcosmauricio.blogspot.com

Frente de Regulação da Mídia será lançada dia 19 de abril em grande ato político

Parlamentares e representantes de movimentos sociais engajados na criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Informação querem transformar o lançamento da Frente num ato de grande dimensão política. O lançamento está previsto para o próximo dia 19 de abril, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

A estratégia foi discutida nesta quarta, 16, em reunião coordenada pelo deputado Emiliano José (PT/BA). Além da presença de autoridades do Executivo, Legislativo, Judiciário, lideranças políticas e representantes de sindicatos e entidades da sociedade, os organizadores pretendem fazer uma grande mobilização para garantir a presença de representações de todos os estados brasileiros. 

“Temos que dar uma grande demonstração de força e mostrar ao país que a nossa luta é a luta do povo brasileiro. Para isto será fundamental o apoio dos movimentos sociais e de todos aqueles que lutam pela democratização dos meios de comunicação”, pregou Emiliano.

Outra decisão anunciada e que vai na direção de todo o esforço de mobilização para o lançamento é a divulgação de um manifesto de convocação da sociedade para o evento. O manifesto deverá ser divulgado na próxima reunião da Frente, marcada para o dia 29. 

A frente tem como meta debater a concentração dos meios de comunicação eletrônica no Brasil, a propriedade cruzada dos veículos, a política de concessões de canais de rádio e tevê, a censura, o acesso à Internet, os preconceitos de raça e de gênero, dentre outros temas.

terça-feira, 15 de março de 2011

“GERALDO SIMÕES CONSULTOU TODOS OS ELEITORES DE ITABUNA?”

Reproduzo entrevista publicada no Blog Politicos do Sul da Bahia de João Matheus com Luis Sena, considerado por este blogueiro um dos politicos mais corretos de Itabuna, da Bahia e do Brasil. Leia abaixo na ìntegra.


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Nesta terça-feira este blogueiro entrevistou o ex-vereador de Itabuna, Luis Sena (PC do B). o mesmo pretende ser candidato a prefeito em 2012 e esse foi o tema da entrevista.
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Blog: Em 2012 o PC do B terá realmente candidato a prefeito de Itabuna?
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Sena: Com certeza, estamos trabalhando esse cenário. O partido tem essa legitimidade de ter candidato. Em 2004 e 2008 fomos vice na chapa encabeçada pelo PT. Em 2012 o partido vai ser cabeça de chapa.
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Blog: E quando o partido vai definir o candidato?
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Sena: Não temos pressa. Precisamos discutir com a população o projeto novo para gerir a cidade e acabar com essa idéia de um nome X ou outro nome Y. O eleitor precisa entender essa necessidade.
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Blog: E em relação ao PT?
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Sena: Estamos amadurecendo a idéia deste projeto envolvendo todas as forças políticas comprometidas com as soluções para melhorar nossa cidade. Sem excluir qualquer força política, seja ela pequena, grande ou média, vamos trabalhar neste sentido. Estará no projeto quem estiver sintonizado com o projeto e romper com as antigas e superadas formas de conseguir soluções para os crônicos problemas da cidade, principalmente na saúde pública.
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Blog: Então está descartado o PC do B ser vice do PT em 2012?
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Sena:É muito cedo para definir quem será cabeça de chapa em um projeto tão inovador.
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Blog: Mas Geraldo Simões (PT), declarou que a cabeça de chapa será Juçara Feitosa (PT).
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Sena: Geraldo consultou todos os eleitores de Itabuna? Temos esse direito e exigimos esse respeito de ter candidato. Sem querer valorizar picuinhas entre PC do B e PT, mas a experiência de articulação de esquerda em Aracajú e Olinda é avaliada como exemplo.
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Blog: Ele usa o resultado de uma pesquisa na qual Juçara aparece na primeira colocação.
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Sena: Qual o projeto definido pelo PT? Não podemos achar que simplesmente apresentar candidato de oposição ao “desgoverno” do prefeito Capitão Azevedo (DEM), é suficiente para vencer uma eleição.
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Blog: O PMDB de Renato Costa sinalizou positivamente em relação a candidatura do PC do B, como estão as articulações com os outros partidos?

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Sena: Acho positivo as articulações com PMDB, PSB, PT e os demais partidos da base aliada da campanha de Lula, Dilma e Wagner .

O homem, o luxo e o lixo

Por Valter Moraes

Estamos enfrentando um descaso que chama atenção no dia a dia e que é vergonhoso porque já deveria ser tratado com bastante antecedência e com o valor que lhe é devido. É o problema do homem, o luxo e o lixo, que da educação a civilização estão muito aquém, longe da realidade necessária para a condição humana no sentido mais racional possível.

O comportamento humano está sendo tratado como inexorável diante de uma situação preocupante, e o homem está se tornando lixo diante dos seus resíduos. O nosso lixo esta sendo um problema de saúde pública, de falta de educação, de falta de consciência, de respeito pelo próprio lixo produzido por nós, seres deformados em sua personalidade e sobrecarregado de lixo midiático e outros lixos. Esse é o lixo mais preocupante, ele desenvolve todos os tipos de lixo: do comportamental que envolve a questão ética e moral do individuo ao psíquico, afetando diretamente o cognoscível, sem aperfeiçoar os valores para vislumbrarmos uma sociedade civilizada, superior, de seres humanos ricos em produzir um conjunto de qualidades benéficas e de utilidade para a sobrevivência salutar de um povo. 

Os resíduos psíquicos produzidos por paradigmas perversos, inescrupulosos, pervertem o ser e os coloca nas cavernas, destruindo todas as possibilidades de uma vida salutar, saudável, desconstrói toda civilização e a adoece pela exigência da manutenção da aparência do sistema escravizante sem a responsabilidade de tratar o todo para construirmos uma civilização qualitativa, humanizada. Essa é a condição humana oferecida pelo capital produtivo na ponta e destrutivo na condução dado a essa produção, constituindo sistematicamente uma civilização individualista e consumista, perdulária, sem a preocupação e a responsabilidade do cuidar da nossa maior riqueza: a vida.

 Os resíduos orgânicos e inorgânicos que deveríamos ter o devido zelo da limpeza, a começar pelas nossas mentes para proporcionar a condição necessária para vermos como está sendo tratados nossos resíduos com a devida preocupação de embalar o lixo como se fosse um presente devolvido a natureza, seria uma contribuição de respeito a nós mesmos pobres produtores de resíduos jogados de qualquer jeito e em qualquer lugar. Isso é determinantemente o reflexo da nossa psique doentia. 

Seus resíduos já chamaram sua atenção, já gritaram todas as vezes que você o jogou desnudo, já soltou seu odor como forma de reivindicar melhor tratamento e acomodação, mas você não está nem ai para sua própria pobreza diante da riqueza do pobre lixo destratado, humilhado, desmoralizado, vilipendiado, “que na sua essência é um resíduo revolucionário, fertilizante, adubante, o lixo politizado”. Esse deveria ser o tratamento que deveríamos dar aos nossos resíduos tratados como lixo para nos qualificarmos como ser humano com diploma e homenagens, com uma grande festa para comemorarmos essa façanha histórica da humanidade.

Você já observou que o resíduo não quer concorrência, ele quer ser tratado simplesmente como lixo e que ser humano nenhum, mas nenhum mesmo venha tomar seu lugar ou querer igualar-se a ele, de hipótese alguma?

 Jamais o lixo quererá se igualar a nós, porque ele tem seu lugar ou deveria ter, tem seu caráter e sua personalidade, e nós pobres humanos deseducados, desassistidos, alienados, sim, alienados, não fazemos diferente do outro e nos igualamos aos outros de qualquer forma e queremos de todos os jeitinhos possíveis tomar o espaço do rico lixo. Pra que fazer diferente se é mais fácil ser igual, é mais fácil fechar os olhos e as narinas e está tudo bem, vamos reclamar do poder público, vamos botar a culpa em alguém, menos em mim, eu não tenho nada com isso, quem quiser que venha vestir meu lixo porque eu lixo já estou vestido, perfumado para que eu mesmo não sinta meu cheiro de lixo ambulante, da minha podridão.

E nossas ruas, há nossas ruas! Como são maltratadas, enfeiadas por atitudes mesquinhas, grosseiras. Como elas são menosprezadas pela cegueira humana, invadida na sua estética e na sua alma transformada em uma passarela do lixo, onde meu sapato de luxo desfila imponente, eu dono de si, vivenciando sua aparência, eu vivendo sobre o luxo e sob o lixo, forçado a calcar meus pés, presos na minha ignorância anti-assepsia, nas minhas preocupações consumistas, nos meus gestos automáticos de jogar todo tipo de lixo em suas calçadas, com meu instinto animal no auge da vaidade. 

Quantas veias arteriais entupiram pela nossa negligência provocando enchentes e destruições, acelerando as batidas cardíacas no caos que possibilitamos em nossas cidades, em nossas ruas estressadas, acometidas forçadamente de AVC, DERRAME e não nos importamos, e pior de tudo, tratando nossos resíduos como câncer e lutando pela sua morte tamanha nossa raiva aos nossos resíduos tratados tão pobremente e impreterivelmente rejeitados, marginalizados, julgados e condenados aos desterros.

Urge construirmos uma grande sala de aula para ensinar o que seria e o que será a flora e fauna, para mostrar quantos quilos de produtos químicos jogamos nos nossos “esgotos” (rio, mar) através de xampus, sabonetes, produtos de cabelo e etc. Quantas toneladas de lixo orgânico produzidos por “seres inorgânicos” deveriam ser embalados e separados do lixo inorgânico para ajudarmos o estômago da natureza a digerir, para preservarmos o que há de belo, limpo, cheiroso, enquanto temos a possibilidade de salvar a natureza agredida sistematicamente pela nossa insensatez, nosso lado irracional predador, da nossa insensibilidade que emporcalha tudo que nos diz respeito. 

 E quanto a nossa poluição mental, precisamos despertar para o bom senso, despertar nosso lado critico para não servimos de fantoches do mercado gestado por mentes medíocres, produtores de lixo que desqualifica e mumifica o ser humano tornando-o adestrado como um simples macaquinho da sociedade, desvalorizando a grande obra de Fredrich Engels: “Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem”.